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O Trabalho dos coletores está parado pois a administração do pupim superfaturou na licitação.

Na manhã desta segunda-feira (29), na Semusp, dirigentes do SISMMAR e representantes da administração Pupin – com a presença de alguns coletores – se reuniram para tratar da retomada da coleta de lixo pelo município. A coleta terceirizada feita pela empresa Controeste foi suspensa na última sexta (26), em decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Maringá, Fabiano Rodrigo de Souza, que percebeu “indícios de superfaturamento na licitação” no contrato firmado pela administração Pupin.

O juiz considerou os indícios de irregularidades a partir de denúncias feitas pelo vereador Humberto Henrique (PT) e pelo Observatório Social de Maringá (OSM) ao Ministério Público. O SISMMAR, que é contrário à terceirização – ainda mais com ela custando muito mais caro do que o serviço público –, já vinha criticando a administração pela medida autoritária, numa licitação que não foi amplamente discutida com a sociedade.

Conforme citado anteriormente pelo SISMMAR, “essa terceirização dá ampla margem de sobra para desconfianças por parte da população. A contratação de uma empresa para executar o serviço ocorre mesmo depois de 13 dos 15 vereadores pedirem a suspensão da concorrência pública para a coleta. A decisão da Câmara decorreu do entendimento de que o assunto deveria ser mais bem debatido e também em decorrência das inúmeras manifestações populares contra essa privatização. Mas Pupin deu as costas à Câmara e terceirizou mesmo assim.”
Em ofício enviado ao prefeito (veja os detalhes aqui), os vereadores destacaram que a proposta de terceirização não foi precedida de um estudo de viabilidade técnica, ambiental e econômica. Pelo contrário, o que houve foi um estudo contrário à proposta revelando que os valores previstos no edital representariam – no caso da terceirização – um custo 117% mais caro do que a gestão pública do serviço de coleta e destinação final do lixo.



SISMAR MARINGÁ