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Silvio Santos desiste da candidatura à Presidente a 25 anos atras.

Há 25 anos… dia 6 de março de 1989.
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O empresário e animador de televisão Sílvio Santos não pretende se candidatar à Presidência da República. Após reunião de duas horas e quarenta minutos em sua casa no Morumbi, com os senadores do PFL Carlos Chiarelli (RS), Jorge Bornhausen (SC) e José Agripino Maia (RN), o animador disse que não quer “correr o risco” de se indispor com setores influentes da política durante a campanha. “Prefiro continuar empresário e de bem com todo mundo”, afirmou.
Em 7 de março de 1989, a notícia era essa: Silvio Santos não disputaria a corrida eleitoral. Matéria publicada no Estadão dizia que o hoje extinto Partido da Frente Liberal, o PFL, estava à procura de um candidato. Foi atrás do dono do SBT, porque Silvio se mostrava um dos preferidos nas sondagens naquele início de ano. Quase três horas depois, os líderes do partido foram embora sem convencer Senor Abravanel a concorrer ao pleito de novembro.
Anteriormente, ele sempre se negara a entrar na política, mas tudo mudou em 1988. Naquele ano, durante um dos quadros do famoso Programa Silvio Santos, o apresentador chegou a anunciar que disputaria a Prefeitura de São Paulo. Afirmou que exercer o cargo seria uma forma de retribuir à sociedade paulistana a sua vida de sucesso como empresário e homem de TV. Acabou desistindo, como fez no início de 1989.
Às vésperas do primeiro turno, porém, Silvio Santos balançou o cenário eleitoral. Depois de se reunir com o senador Marcondes Gadelha, do PFL da Paraíba e líder do governo do então presidente José Sarney no Senado, e Armando Corrêa, então candidato pelo nanico Partido Municipalista Brasileiro (PMB), decidiu que iria, sim, concorrer à Presidência da República.
“Uma confusão chamada Sílvio Santos” era o título da reportagem de capa da revista Veja de 8 de novembro de 1989, apenas uma semana antes das eleições. A matéria explicava como o apresentador mexeria com o jogo e até mostrava pesquisas que o colocavam como favorito, mas fazia ressalvas sobre o registro oficial da candidatura no TSE.
Silvio Santos chegou a gravar programas eleitorais e concorreria com o número 26, sob o nome de Armando Corrêa, já que não haveria tempo para mudança na cédula. No fim, foi impedido de concorrer, por irregularidades no registro do PMB, além de outras questões.
Collor e Lula foram para o segundo turno, com vitória do candidato do hoje extinto PRN.
Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.










Fonte---------- Silvio Santos