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Bandidos arrombam igreja pela segunda vez e levam cruz e coroas Ladrões entraram em catedral em Nazaré da Mata, na Mata Norte. Eles furtaram objetos usados em celebrações em algumas ferramentas.

A Catedral de Nossa Senhora da Conceição, da Diocese de Nazaré da Mata, Zona da Mata Norte de Pernambuco, foi arrombada pela segunda vez em dois meses. Os suspeitos levaram quatro coroas, sendo duas da representação de Nossa Senhora da Conceição e duas de Nossa Senhora de Fátima, a cruz usada nas procissões, o relicário com fragmentos da cruz de Jesus e algumas ferramentas. A igreja é a principal da região e referência para 40 paróquias.
Como a igreja centenária passa por uma reforma no teto, os objetos de valor, por sorte, foram retirados do templo para não ser danificados. A ação dos criminosos foi percebida com a chegada dos trabalhadores por volta das 7h da segunda-feira (18).
“Violar o sacrário é um sacrilégio, pois profanaram algo sagrado. Ainda bem que não tinha nada dentro, porque retiramos para a reforma, mas mesmo assim é muito triste. Estamos todos muito tristes”, acrescentou.“Da outra vez, também foi no fim de semana. Eu lastimo profundamente tudo isso, porque é a violação do templo, da casa dos filhos do Pai. Ali é nossa casa”, lamenta padre Antônio Inácio Pereira, ao dizer que o grupo ainda arrombou o sacrário em busca de mais objetos.
De acordo com o padre, os suspeitos arrombaram a porta da frente, vasculharam e reviraram tudo em busca de algo de valor. Na sacristia, encontraram o molho de chaves e saíram abrindo todas as fechaduras da igreja. Ao sair, abriram a porta dos fundos e deixaram as chaves na igreja.
Igreja de Nazaré da Mata que foi arrombada (Foto: Divulgação/ Bombeiros PE))
Há dois meses, um grupo também conseguiu arrombar a Catedral Nossa Senhora da
Conceição. Na ocasião, eles foram direto para a secretaria paroquial, onde furtaram o dinheiro arrecadado para a oferta. O valor, segundo o padre, varia de R$ 40 a R$ 50.
Sem saber mais o que fazer, o sacerdote compareceu a delegacia de polícia da região para registrar um Boletim de Ocorrência. Até o momento, não se sabe quem cometeu o crime. “Vamos descobrir o que podemos fazer para tentar evitar novos casos como esse. Essa reforma é muito cara, delicada e com mão de obra qualificada. Com esse custo alto, estamos sufocados e não podemos, por exemplo, bancar a colocação de câmeras de vigilância”, concluiu o padre.



g1