primeira vez. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Dona Eva contou que nunca estudou porque o pai não deixava. "Meu pai não quis me colocar na escola. Ele dizia que colocar menina mulher na escola era pra aprender a escrever carta para namorado", lembrou.
A aposentada espera que o aprendizado facilite atividades cotidianas. "Quero aprender para pelo menos conseguir ler o número de um ônibus, saber ler e escrever direitinho. E em nome de Jesus eu vou conseguir, estou pelejando", falou.
Um outro exemplo é a dona de casa Eliane Sant'ana, de 29 anos. Ela contou que não sobrou tempo para concluir os estudos, porque sempre dedicou a vida à família. "Tive que ficar na batalha, corre ali, corre aqui e veio essa oportunidade da alfabetização e me inscrevi. Agora eu vou à luta porque quero fazer uma faculdade de administração de empresas", disse.
Ela também contou que espera o início das aulas, em agosto, na Associação de Moradores de Consoloação, em Vitória. "A ansiedade é grande e eu não vejo a hora de começar para eu mostrar para os meus filhos o que é estudar e caminhar com a cabeça erguida", afirmou Eliane.
Uma pesquisa feita no município de Vitória apontou que os maiores índices de analfabetismo estão na região da Grande Maruípe e São Pedro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Espírito Santo possui quase 120 mil pessoas com idade entre 15 e 59 anos que ainda não sabem ler e escrever. Aproximadamente 4 mil pessoas somente em Vitória. A pesquisa revelou ainda que na capital são 2.162 mulheres analfabetas, contra 1.774 homens.
Quem tiver interesse em participar do Vitória Alfabetizada, deve procurar a liderança comunitária do bairro. A intenção do programa é atender prioritariamente pessoas na faixa etária produtiva, com idade entre 15 e 59 anos.
Fonte-----------Globo.com
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